Discografia

Saiba mais a respeito de cada álbum, veja a lista das músicas de cada um e ouça o trabalho de Pepeu Gonçalves.

volume 1

Com a Alma Aquerenciada nos Campos

volume 1

Do nosso jeito

volume 3

100% Gaúcho

Atracando no Más

Regional

volume 6

Jeitão de Gaúcho

volume 6Jeitão de Gaúcho

O CD JEITÃO DE GAÚCHO, é uma produção independente que traz grandes autores do Rio Grande do Sul mesclados com a alegria e a interpretação do artista. Gravado no período de fevereiro de 2014 no Estúdio Oscar Gravações, traz muitos temas inéditos e parcerias com amigos e artistas consagrados. O disco tem a produção musical de LEONARDO PINHO, e as participações especiais de MARCELLO CAMINHA E JOÃO SARTUNE.

01 - Ah! Meu Rio Grande!

Letra: Felipe Araújo
Musica: Pepeu Gonçalves

Eu trago sangue crioulo
O meu gateado também
Seguimos no mesmo campo
Cuidando o gado de alguém,
Tenteando uns cobre mais forte
Melhora dos dias que vêm;

Pra quem madruga estrivado
O dia empeça mais cedo
Buçal destino campeiro
Recorrrendo fundo de campo
De parceiro, os "cusco oveiro"
E um velho cabelos brancos

Ah! Meu Rio Grande
Destas tantas invernadas
Do berro grosso de touro
Dos fletes baios e mouros
Das marcas lavradas no couro
Sobre a anca da manada

Ah! Meu Rio Grande
Querência minha e de Deus
Das estâncias bem povoadas
Da peonada bem montada
Em crioulos de cola atada
Querência minha e dos meus

Cosa linda, meu Patrício
Repontar o gado pampa
Repassar grota e restinga
Várzea larga, e corredor
Batendo espora e cincerro
Nos flecos do tirador

No campo tudo é peleia
Toda hora, o tempo inteiro
Cai a tarde,volto "às casa"
Cevo um mate, "guardo as garra"
E sigo cantando milonga
Ao compasso da guitarra.

02 - Bamo Batê Pata

Letra: Jorge Freitas e Hique Barbosa
Música: Jorge Freitas

VENHO BATENDO QUE NEM MARTELO EM BIGORNA
PINGO NA FORMA JUNTO AS TÁBOAS DA MANGUEIRA
TÔ TRABALHANDO QUE NEM CACHAÇO EMPRESTADO
NUM FERRO BRABO DE DÁ INVEJA Á ¨BAREJEIRA¨

FAZ TRINTA DIAS, QUE VENHO DE SOL A SOL,
LIDANDO C'AO CAVALHADA, Á ESPORA, GRITO E SOITERA,
AS MINHAS PERNA, EMCAMBOTADA DE SAUDADE
E A ¨PARMA¨ DOS ¨Pɨ SE COÇANDO PRÁ VANEIRA.

MORENA, MORENA
MORENA HOJE BAMO BATÊ PATA
MORENA, AI...MORENA,
JURO POR DEUS QUE HOJE TU NÃO ME ESCAPA.

MEIO DE DONO ABRI CANCHA NO FANDANGO
MIRANDO A LINDA, QUE ERA A DONA DA FESTANÇA
MINHAS ¨VIRIA¨ RETOÇANDO E SE COÇANDO
BOMBEEI A COPA PRÁ FIRMÁ O PASSO DA DANÇA.

NÃO DEU DOIS ¨GOLE¨ E PERDI ESSA CARREIRA
VI A MORENA COM OUTRO, COSTURANDO NA VANEIRA
NÃO QUER, AMOR, SÓ QUER A VERBA DO CAMPEIRO,
SEM FUNDAMENTO...FOI LINDA MINHA ¨BORRACHEIRA¨

TORENA, TORENA
TORENA, HOJE TE PERDI PRÁ PLATA
MORENA, AI MORENA
JUNTO MAIS TROCO E NOUTRO BAILE TU TE RETRATA.

03 - Em Cada Nova Recolhida

Letra: Rodrigo Bauer
Música: Marcello Caminha

Éguas gateadas bem formadas na mangueira
a recolhida veio cedo da invernada
e a melodia das esporas cantadeiras
vai acendendo o que restou da madrugada

A cuia guarda os meus segredos mal dormidos
junto à chaleira ao pé do fogo recostada
e o mate sonha nos meus sonhos distraidos
quando se deixa com a erva já lavada

Sobre os arreios meu viver se perpetua
e enchergo a alma da querência galponeira
num joão-barreiro que chegou há muitas luas
e ergueu seu rancho no palanque da porteira

Talvez por isso em cada nova recolhida
dentre a mangueira neste velho ritual
junto comigo no tenteio desta lida
sinto o Rio Grande agarradito no buçal

Quando o rebanho vem na dobra da coxilha
trazendo os velos invernais para a estação
mal comparando vejo nuvens andarilhas
que se perderam do horizonte para o chão

E o céu campeiro que acordou meio nublado
sangrando o dia para as luzes do arrebol
em pouco tempo foi ficando pelechado
e abriu porteiras para o vento e para o sol

A vaca esconde a cria nova na macega
e eu vejo a vida que renasce no capim
o atavismo que não morre e não se entrega
num touro pampa afiando a guampa num cupim

04 - Jeitão de Gaúcho

Letra: Paulinho Mixaria
Música: Pepeu Gonçalves

Eu posso perder minha força nos braços,
Eu posso perder a beleza da face,
Eu posso perder a firmeza do passo,
Eu posso perder a elegância e a classe,
Eu posso perder minha roça pro mato,
Eu posso perder a corrida da lebre,
Eu posso perder a paciência num ato,
Mas no gauchismo não há quem me quebre.

Posso perder tudo, nem morto eu não mudo,
Também não me iludo, com glória e com luxo,
Enquanto eu viver, eu não posso perder
É o sotaque de tchê e o jeitão de gaúcho

Eu posso perder essa paz que eu carrego,
Eu posso perder os trocados que eu tenho,
Eu posso perder a vaidade e o ego,
Quem sabe até perca o meu bom desempenho,
Eu posso perder os meus fiapos na cerca,
Eu posso perder o juízo no trago,
Mas peço pra Deus não permita que eu perca,
Esta honra gaúcha e o amor pelo pago.

05 - Mais Um de Bombacha

DIONÍSIO COSTA - PEPEU GONÇALVES

SÓ POR EU JÁ TER VIVIDO
UMA "SENHORA" QUANTIA
TENHO A SAGRADA MANIA
DE "OPINÁ" E "PENSÁ" SOLITO
É ASSIM QUE EU ME RESOLVO
E TAMBÉM ME DETERMINO
AMARRANDO O MEU DESTINO
NAQUILO QUE EU ACREDITO

NÃO LEVO A MINHA EXISTÊNCIA
CABRESTEADA POR DISCURSO
TAMBÉM NÃO ENTRO EM CONCURSO
DE DANÇA OU LIDA CAMPEIRA
DISPENSO REGULAMENTO
PRA LIDAR CO'A CAVALHADA
E DANÇO COMO ME AGRADA
SEM PRECISAR DE CARTEIRA

NÃO PRECISO ASSINATURA
PRA ABONAR MEUS IDEAIS
PORQUE OS MEUS ANCESTRAIS
PELEARAM POR LIBERDADE
EU SOU MAIS UM DE BOMBACHA
MAS NINGUÉM PENSA POR MIM
LIBERTO, PRA O MUNDO EU VIM
E ESSA É MI'A IDENTIDADE

EU VIVO UM DIA POR VEZ
CONFORME PERMITE A VIDA
QUANDO FAÇO A MINHA LIDA
NÃO TÔ ESPERANDO TROFÉU
REFUGO PROSA ENSAIADA
PREFIRO O MATE QUE INTEGRA
PRA VIDA COM MUITA REGRA
EU NÃO RETIRO O CHAPÉU

NA MINHA SIMPLICIDADE
EU SEI DE ALGUÉM QUE REPARA
MAS CONSERVO A MESMA CARA
PRAS AMIZADES QUE EU TENHO
QUANDO O PERIGO ME RONDA
EU NÃO "AJUNTO" OS "TAMANCO"
E CONSERVO O MESMO TRANCO
QUANDO VOU E QUANDO VENHO

06 - Meu Aba Larga

Letra: Léo Ribeiro
Música: Pepeu Gonçalves

Todo gaúcho campeiro
tem como extensão do corpo
uma faca e um sombreiro
(tira- teima e chapéu torto).
Se hay coisa que me faz falta,
para acomodar as crinas,
é um "serrano" copa alta
aba quebrada pra cima.

O chapéu é a identidade
e nos diz quem é o homem,
estampa de liberdade,
vale mais que um sobrenome.
Nesta existência bendita
só retiro o meu chapéu
pr'alguma prenda bonita
e pro Patrão lá do céu.

Se trago o chapéu tapeado
de "beijá" santo em parede
vai ter festa no povoado
onde eu danço e mato a sede
Mas quando minh' aba eu puxo
I' escondo os olhos vermelhos
não mexam co' este gaúcho
pois pode cantar meu relho.

Já tive um chapéu de palha
nos meus tempos de biriba,
levando tropas e tralhas,
campo a fora e serra arriba.
Na vida dei muito murro
e andejei pra todo lado
c'um chapéu pança-de-burro
e um chiripá de riscado

Meu aba-larga fraterno
foi meu rancho e proteção,
nas chuvas frias de inverno
ou mormaços de verão.
Parceiraço das lonjuras,
sabedor dos meus segredos,
quando eu partir pras alturas
tu vai junto entre os meus dedos.

07 - Na Estopa do Avental

Letra: Felipe Araújo
Música: Pepeu Gonçalves

O REBANHO TA FECHADO
TESOURA AFIADA NA PEDRA
COM FIO LAMBIDO NA CHAIRA
UM LIGAR BEM ESTAQUEADO
PRA ESQUILÁ BEM ARRUMADO
E SEPARAR A LÃ DAS GARRA
O CALORÃO DE NOVEMBRO
DERRETE A GRAXA DA LÃ
NA ESTOPA DO AVENTAL
UMA VAI E OUTRA VEM
JÁ SE FORAM MAIS DE CEM
AGARRA OUTRA JUVENAL

UMA SEMANA DE ESQUILA
TIAC, TIAC, DE TESOURA
NA COMPARSA DO RINCÃO
NO FIM DO MÊS FORRO A GUAIACA
ME TAPO DE LÃ E PRATA
NO BOLICHO DO CIMIÃO

SEMPRE TEM UM LOTE PRETO
PRA SINUELO OU BACHEIRO
PRO PELEGO DOS ARREIOS
OS DE "TRÊS ANO" SE APARTA
JÁ SOBROU CARVÃO NA LATA
PENDURA UM GURI CAMPEIRO
NO BATE, BATE DO MARTELO
DESCERAM SEICENTOS VELOS
DAS OVELHAS DO TIO LUIS
ANO QUE VEM DOBRA O REBANHO
NUM LOTE DE SOBRE-ANO
NA ESTÂNCIA DOS QUATIS

08 - Quando se Vai um Cavalo

Letra: Felipe Araújo
Musica: Leonardo Pinho

NO MEIO DO CAMPO LARGO
ESTÁ PLANTADO UM AMIGO
PARCEIRO DAS CAMPEREADAS
DE CONFIANÇA E MUITA FÉ
UM IRMÃO DOS ARREIOS
QUE JAMAIS DEIXOU-ME DE A PÉ

SÃO POUCAS AS PALAVRAS
PRA CONTAR MINHA SAUDADE
PELOS DIAS VÃO-SE OS ANOS
QUE O TEMPO SEM PIEDADE
POR SOBERANO APARTA
UM CENTAURO PELA METADE

QUANDO SE VAI UM CAVALO
SILENCIA O GALPÃO
NENHUM É IGUAL AO OUTRO
MAS OS DOIS TEM DEVOÇÃO
FICAM ARREIOS SOLITOS
QUANDO SE APARTAM IRMÃOS

MEUS OLHOS ESTÃO NUBLADOS
E MINHA ALMA TRANPÔS O SOL
QUEM SABE DEPOIS DAS LUAS
DE FRONTE AO GALPÃO DE INVERNO
ENCILHE O MESMO CAVALO
PRA SER CENTAURO NO ETERNO

AINDA ASSIM TEREI SAUDADE
DE CURÁ GADO BICHADO
BOTANDO DE TODA CORDA
NAS ASPAS DUM MAL COSTEADO
MEU LAÇO DE BOI BRASINO
CINCHANDO NO MEU GATEADO

QUANDO SE VAI UM CAVALO
SILENCIA O GALPÃO
NENHUM É IGUAL AO OUTRO
MAS OS DOIS TEM DEVOÇÃO
FICAM ARREIOS SOLITOS
QUANDO SE APARTAM IRMÃOS

QUANDO SE VAI UM CAVALO
VAI UM PEDAÇO DA EXISTÊNCIA
SEGUE UM SEM SEM O OUTRO
APARTADOS DE QUERÊNCIA
SAUDADES E SONHOS VIVOS
EM PUNHADOS DE AUSÊNCIA.

"POR IRMÃOS JAMAIS SE APARTAM" JUNHO DE 2007
VERSOS: FELIPE ARAÚJO

09 - Querência Vazia

Letra:Léo Ribeiro
Música: João Sartune

A brisa que abana o pala é aquela mesma
Que foi repontar aguadas no chovedor
Meu zaino apura o passo rumando o rancho
Na pressa de quem retorna pro seu amor
Não sabe que mi'a querência está vazia
Que não apeio no campo pra levar flor,
Que a espera com mate pronto e o beijo doce
É muito pra lida rude de um domador.

Por isso é que saio a esmo, taureando o frio,
Levando o meu carinho prestas paisanas
E mesmo sempre rodeado nos rancherios
Eu lembro dos verdes olhos da mia serrana.

As coplas que vou cantando no corredor
Emponcham velhos recuerdos de um tempo lindo
Depois de levar uns grampos pro alambrador
Me vou preparar as pilchas preste domingo
Meu deus como fica triste esse tal outono
Quando a gente repara que está solito
As noites ficam compridas pra pouco sono
E o dia vem carregado no seu tranquito

Eu hoje estava pensando em dar um rumo
Na função de quebrar queixo a vida inteira
Talvez eu arrume uns pilas sem me judiar
Chibeando pelas barrancas lá da fronteira
Qual nada pois se nasci pra ventania
Vou morrer dobrando as copas dos pinheirais
E se hoje a minha querência está vazia
Quem sabe daqui a pouquito não esteja mais.

10 - Romance da Gordinha

Letra e Musica: Leonardo Pinho

Um dia desses passando pelo povoado
De pingo bem encilhado
Vi uma moça na porta
Sorriso lindo de "oreia a oreia"
Mas tava de boca cheia
Mascando uma bergamota
Vergonhosa, foi limpando sua queixada
Meteu um palito na arcada
Dentadura de potranca
De pronto vi que ia ser boa parideira
Com "dois palmo" de peiteira
E metro e meio de anca

Te falo em china que é buena de panela
A bóia eu deixo com ela
Deus me deu este regalo
Só me preocupo com o gasto da comida
Essa "muié" desgranida
Come mais que o meu cavalo

Fui chegando e mostrando minha intenção
Vem comigo pro rincão
Que eu não te deixo passar fome
Tua cozinha vai ser mais que um refeitório
Vamos logo pro cartório
Vou te passar pro meu nome
Na estrada vi como ela caminhava
Os "ubre" saculejava
O vestido mexia inteiro
Descobri que era bem solta das pata
Andadura trancão de vaca
E um trote veio chasqueiro

Te falo em china que é buena de panela.....

Andou dizendo que sonhava emagrecer
Eu não entendi porquê
Ela queria adelgaça
Boiava pouco que chegava a dar pena
Mas deu dois dia e a pequena
Voltou a comer de pá !!!
Do que adianta se "topá" com as magrela
Se meu coração é dela
Era bem o que eu queria
Não te preocupa com bobagem de regime
Pois ser fofa não é crime
Tu é 10 em morfologia !!!!

11 - Só pra me enterte

Letra: Ricardo de Oliveira
Música: Leonardo Pinho

Quem nasceu enforquilhado
Surra até a própria sombra
Não aceita potro maula
Que não se entrega pra doma

Fui criado tipo bicho
Entendendo de mangueira
Domo de olho fechado
Assoviando uma vaneira

Monto até de traz pra frente
Quem quiser paga pra ver
Um "boléu" até acontece
Mas é só pra enterte

Embuçalei um malino
Coisa linda o entrevero
Antes de mostra o serviço
Acendi o meu palheiro

Era coice e rebencaço
Numa tarde mormacenta
Montava puxando o pito
Caia fumaceando as venta

Não preciso de espora
Garrão é feito pra que?
Eu caio de vez em quando
Mas é só pra me enterte

12 - Tá Pro Gramado

Letra: Cristiano Quevedo
Música: Pepeu Gonçalves

TÁ PRO GRAMADO
TÁ PRO GRAMADO
NÃO SEI O QUE FAZ NA SERRA
QUE NÃO QUE ATENDE AS CHAMADA!!!

LIGUEI PRA UMA TIPA ONTEM
ANDAVA CAMPEANDO CARINHO
TINHA CONHECIDO ELA
NA BAILANTA DO FEDINHO
MORENA DE TODA CRINA
DE ABOBÁ OS PASSARINHO
TROCAMO OS TELEFONE
PRA MODE FICA JUNTINHO

O DELA ERA MODERNO
UM RICO DUM APAREIO
CARREGAVA NOS BOLSO
INCLUSIVE NOS ARREIO
PEGAVA COM SOL BEM QUENTE
E TAMBÉM COM TEMPO FEIO
E ELA ATENDIA FACEIRA
TODA CHEIA DE FLOREIO

ELA NÃO LEVOU A SÉRIO
OU ME ACHOU MUITO ABUSADO
NÃO SE AGRADOU DA ESTAMPA
OU JÁ TINHA NAMORADO
EU LIGO ELA NÃO ME ATENDE
ONDE ANDARÁ A MALVADA
SÓ ME DEIXOU UM RECADO
QUE EU NÃO ENTENDO NADA

TÁ PRO GRAMADO
TÁ PRO GRAMADO
NÃO SEI O QUE FAZ NA SERRA
QUE NÃO QUE ATENDE AS CHAMADA!!!

13 - Tocando a Vida por Diante

Letra: Gujo Teixeira
Música: Cristiano Quevedo

TEM VEZES QUE A ALMA ESQUECE
QUE ESSA FORÇA VEM DE TI
QUE EU NÃO SEI COMO PERDI
AS COISAS BOAS QUE EU TINHA
TALVEZ POR DEIXAR SOZINHA
A VIDA QUE ANDAVA INQUIETA

TANTAS GUITARRAS SONARAM
MANDANDO A ILUSÃO EMBORA
E A LEMBRANÇA LÁ DE FORA
AINDA TOCA O MEU PEITO
ME PEGANDO AS VEZ DE JEITO
COM AS CORDAS PONTEANDO OS DEDOS

NEM SEMPRE HOMEM NÃO CHORA
QUERO VER SE POR SAUDADE
QUANDO A AUSÊNCIA DA VONTADE
SE TROCAR POR PRECISÃO
QUERO VER SE A SOLIDÃO
FICAR NO GOSTO DO MATE

PARECE ATÉ QUE FOI ONTEM
QUEM SABE É BEM MAIS ANTIGO
AQUELE ADEUS AOS AMIGOS
QUE DE LONGE SE ACENOU
E A DISTÂNCIA QUE FICOU
OS OLHOS LINDOS DE ALGUÉM

TEM VEZES QUE FICA PRESA
AQUELA MÁGOA QUE É POUCA
E DEIXA MORRER NA BOCA
UM VERÇO QUE NÃO SE DISSE
COMO SE A ALMA PEDISSE
QUE AGENTE VOLTASSE LOGO

TOCANDO A VIDA POR DIANTE
NO MÁS EU PASSO MEUS DIAS
ENTRE GUITARRA E POESIA
SAUDOSO DA MINHA GENTE
POR QUE SAUDADE SE SENTE
DAQUILO QUE MAIS SE GOSTA

14 - Um canto à égua madrinha

Letra: Nelson Souza
Música: Leonardo Pinho

Se levanta a polvadera
No horizonte distante
E o" sudor" da cavalhada
Se mescla ao sabor do mate
Relinchos em sintonia
Com os acordes da alvorada
E o tropel em mi menor
Faz costado pra guitarra

Retumba na alma o bater de cascos
Ouvindo o compasso pra clarear o dia
Uma sinfonia ao gosto campeiro
Com o ronco do amargo se faz melodia

Orgulho do pampa tropilha buenaça
Sai fazendo graça o sincerro encaminha
Relinchos, bufidos e um soltar de patas
Vai ponteando a trote a égua madrinha

Enquanto o chão extremece um sapucay
Que adormece
Se levanta abrindo o peito e se agranda
Dito e feito
Indo de encontro à tropilha destapando estas coxilhas
Como se fosse uma prece

Pechando os encontros em ancas molhadas
Nem viram aguadas cortando os caminhos
Pois não vão sozinhos vão em debanda
E a noite se agranda, negaciando os carinhos

Enquanto o chão extremece um sapucay...

Jeitão de Gaúcho

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